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Dia Internacional das Mulheres | 04 de março de 2026 | Fala SINTET-UFU

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PROGRAMA FM UNIVERSITÁRIA – 04 de março de 2026


FALA SINTET-UFU - Dia Internacional das Mulheres


(Raissa) Olá, companheiros e companheiras, aqui é Raissa Dantas, e neste Fala Sintet-UFU nós conversamos com Gilberta Pires, que é Coordenadora de Políticas Afirmativas, Antirracistas, de Inclusão e Diversidades, sobre o 8 de março, dia internacional das mulheres trabalhadoras. Seja bem-vinda, Gil. Sintonize suas lutas! 


(Gilberta) Bom dia a todos e todas nesse dia de hoje. Meu nome é Gilberta Pires, sou coordenadora do Sindicato dos Técnicos Administrativos da UFU. Eu sou técnica de enfermagem, meio bióloga, geógrafa, mestre em ética do curso de ciências da saúde da UFU. Eu sou mãe de seis filhos, avó de oito netos. 


Nessa breve explanação do Fala SINTET dessa semana, queremos começar a falar sobre o importante caminho que a mulher tem traçado no desenrolar de suas vidas para ocupar um lugar cativo na sociedade e no mercado de trabalho. E adquirir também melhores condições de trabalho, firmar o seu valor e as barreiras que ela encontrou ao longo de séculos e que ainda encontra atualmente. 


Mesmo vivendo em pleno século 21, no ano de 2026, quando em um passado tão curto, a gente pensou que o mundo acabaria no ano 2000. Ainda se tem o pensamento de que somente a mulher tem o dever dos cuidados com a casa e filhos e que essa obrigação é somente dela e somente responsabilidade dela. Esse paradigma e enorme engano vem sendo quebrado aos poucos e, consequentemente, abrindo a ideia de que a mulher pode sim duplicar o seu papel e tornar-se uma grande e exímia profissional. Porém, ainda enfrentamos cotidianamente graves preconceitos e dificuldades no ambiente de trabalho, como a discrepância entre os salários das mulheres e dos homens, os assédios psicológicos, morais, sexuais que as mulheres sofrem e várias outras situações que se remetem ao preconceito criado ao longo da história de que as mulheres foram criadas para serem as provedoras do lar. 


Mas mesmo sob essa forte pressão de uma sociedade paternalista, machista e opressora, nós mulheres estamos. Estamos sobressaindo com alta relevância em quase todas as áreas que remetem ao trabalho. Se a gente estivesse escrevendo, por exemplo, isso há pouco mais de 20 anos, não teríamos dados suficientes para provar que, estatisticamente, estamos conseguindo mudar esse triste cenário que carregamos ao longo de nossa existência. 


Hoje, a presença feminina atingiu um nível recorde no Brasil, com a taxa de ocupação de quase 50% entre as mulheres com 14 anos ou mais. Atualmente, mais de 43 milhões de mulheres estão ativas no mercado de trabalho brasileiro. Cerca de 83% das mulheres vivem uma jornada dupla, conciliando um emprego remunerado com tarefas domésticas e cuidados familiares. A desigualdade ainda é mais profunda quando a gente fala sobre as mulheres negras, que chegam a ganhar até 53%…. Por cento menos do que os homens brancos em funções similares.


Agora, se falamos de nomes, eu não conseguiria falar nem que me dessem uma hora de fala. Marie Curie, pioneira no estudo da radioatividade, foi a primeira mulher a ganhar o Nobel e a única pessoa a vencer áreas diferentes como física e química. Rosalind Franklin, essencial para a descoberta da estrutura de dupla hélice. Jane Goodall, primatóloga, que revolucionou nossa compreensão sobre o chipanzés e a conservação da vida selvagem. Tatiana Sampaio, pesquisadora reconhecida por seu trabalho com a polilaminina e pesquisas voltadas à regeneração de tecidos. Verena Paccola, estudante medicina que ganhou destaque internacional apoiado pela NASA. Renata Levy, citada entre os cientistas brasileiros mais influentes do mundo por suas pesquisas em nutrição. E na política temos várias também mulheres que romperam paradigmas maravilhosos. Dilma Rousseff, a primeira mulher a presidir o Brasil, Tarciana Medeiros, a primeira mulher à frente do Banco do Brasil, Antonieta de Barros, a primeira deputada negra no Brasil eleita em 1935, Marielle Franco, Joênia Wapichana, que foi a primeira mulher indígena eleita como deputada federal, Carmen Lúcia, Gleici Hoffman, Erika Hilton. Então, entre outras de grande importância na luta pela desigualdade sociais, eu paro por aqui na certeza de que a cada ano iremos comemorar mais e mais a ascensão feminina no mundo do trabalho. 


E, para terminar, eu comecei falando aqui sobre minha família, porque foi extremamente importante eu me inserir no mercado de trabalho, mesmo com os meus quase 50 anos, uma vez que quem sustenta minha vida hoje sou eu e somente eu. Parabéns a cada uma que conseguiu romper com toda essa estrutura que nos marginalizava há séculos. 


(Raissa) Muito obrigada pela participação, Gilberta. E esse foi o Fala SINTET-UFU dessa semana. Um ótimo dia a todas e todos e até o próximo programa.

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Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos
em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia.
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