Seminário debate Programa de Gestão e Desempenho (PGD) e seus impactos na UFU
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Por Raissa Dantas de Sousa
Na manhã desta terça-feira, 23 de junho de 2026, o Comando Local de Greve (CLG) dos Técnico-administrativos em Educação (TAE) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em parceria com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP), promoveu um seminário para debater o Programa de Gestão e Desempenho (PGD) na instituição. A atividade foi realizada de maneira híbrida no anfiteatro D do bloco 5-O, campus Santa Mônica, e pelo Google Meet, possibilitando trocas entre servidores interessados em compreender melhor os resultados, desafios e perspectivas da política na universidade.
Compuseram a mesa a coordenadora da Divisão de Carreira (DICAT) dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação da PROGEP, Suhellen Souza Martins, a servidora da DICAT, Renata de Freitas Silva, o servidor da Coordenação de Governança, Gestão de Riscos, Controle e Integridade, Fernando Feijão, além do pró-reitor de Gestão de Pessoas, Sebastião Elias da Silveira. A mediação foi realizada por Marcos Campos, representante do CLG.
Durante a atividade, foram apresentados dados que demonstram a consolidação do PGD na UFU. Atualmente, cerca de 50% dos servidores ativos da universidade participam do programa e 93% das unidades autorizadas a aderir ao modelo já realizaram sua implementação.
Os participantes também conheceram melhor os painéis públicos disponibilizados pela PROGEP, que permitem acompanhar informações relacionadas à adesão ao programa, ao monitoramento das atividades e aos resultados alcançados pelas equipes. Segundo os dados apresentados, mais de 15 mil planos de trabalho já foram pactuados e passaram pela DICAT, que informou que mensalmente, servidores e chefias pactuam novos planos de trabalho. Desde o início da implementação do PGD, os planos de trabalho mantém um nível de excelência na avaliação, atingindo um índice de aprovação superior a 93%. Até o momento, apenas três (03) planos de trabalho receberam avaliação considerada insatisfatória.
Ao longo das exposições, foi destacado que o PGD representa uma oportunidade única de mudança da cultura organizacional da universidade, além de contribuir para a construção de outras lógicas de acompanhamento do trabalho no serviço público, deslocando o foco da presença física para a entrega efetiva de resultados. Nesse sentido, os palestrantes ressaltaram que produtividade não pode ser medida apenas pela permanência no local de trabalho, mas pela qualidade e efetividade das atividades desenvolvidas.
O seminário também promoveu reflexões sobre governança institucional, gestão de pessoas e organização do trabalho na universidade. Foram discutidos desafios relacionados à fragmentação dos processos administrativos, à necessidade de aprimorar mecanismos de planejamento institucional e ao potencial do PGD para fortalecer a definição de metas, indicadores e entregas.
Outro tema abordado foi a importância da formação continuada para ocupantes de cargos de gestão. Os participantes destacaram que a capacitação de gestores é uma demanda histórica da categoria e uma das reivindicações apresentadas durante o movimento grevista desse ano, especialmente diante da necessidade de qualificar processos de gestão, prevenir conflitos e fortalecer políticas institucionais de enfrentamento ao assédio.
Ao final da atividade, diversos participantes reconheceram o trabalho desenvolvido pelas equipes da PROGEP na implementação e acompanhamento do PGD, destacando o volume de demandas assumidas pela DICAT e pela pró-reitoria nos últimos anos e a importância da construção de espaços permanentes de diálogo sobre as políticas de gestão de pessoas na UFU.













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