Piquete de paralisação interdita bloco 1C do campus Glória em denúncia contra assédio moral na UFU
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Por Osmam Martins
Mobilização organizada pelo SINTET-UFU cobrou ações da administração superior e denunciou relatos recorrentes de assédio moral no ambiente de trabalho Na manhã desta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, o bloco 1C do campus Glória da UFU amanheceu completamente interditado em decorrência de um piquete de paralisação organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia (SINTET-UFU). A mobilização teve como objetivo denunciar e cobrar o fim de práticas de assédio moral no ambiente de trabalho, a partir de inúmeros relatos apresentados por trabalhadores e trabalhadoras da Faculdade de Medicina Veterinária da UFU.
A ação contou com a presença de membros da coordenação do SINTET-UFU, que reforçaram a necessidade de providências efetivas por parte da administração superior da UFU. Segundo o sindicato, os episódios relatados evidenciam um cenário grave e reiterado de assédio moral, que precisa ser enfrentado de forma institucional para que não se perpetue como mais um capítulo negativo na história da Faculdade de Medicina Veterinária da UFU.
A interdição do bloco 1C ocorreu durante o período da manhã e foi encerrada às 10h30, após decisão coletiva dos servidores e servidoras presentes, que compreenderam a reivindicação e avaliaram o momento político da mobilização. Durante a atividade, o Pró-Reitor de Gestão de Pessoas da UFU, Sebastião Elias, compareceu ao local para dialogar com a categoria e com a direção sindical.
Sebastião Elias abordou aspectos teóricos e éticos das relações de trabalho no serviço público, destacou a existência da política institucional de combate ao assédio na UFU e afirmou que o objetivo da administração é consolidar o enfrentamento ao assédio como uma prática global e uniforme na universidade. O pró-reitor ressaltou ainda a importância da formação humana no ambiente de trabalho e nas diversas relações entre técnicos administrativos, docentes e trabalhadoras e trabalhadores terceirizados.
Ao longo da mobilização, membros da base e da coordenação do SINTET-UFU explicaram os motivos do piquete, reforçaram a cobrança por ações concretas da administração superior e alertaram para a necessidade de proteção aos servidores e servidoras envolvidos. Também foi divulgado o canal de denúncia anônima disponível no site do sindicato, destinado ao registro de possíveis casos de retaliação após a ação desta sexta-feira.
O SINTET-UFU reafirma que seguirá acompanhando os desdobramentos do caso e cobrando medidas efetivas para garantir um ambiente de trabalho saudável, livre de assédio moral e de qualquer forma de violência institucional.
Veja alguns registros feitos durante o piquete de paralisação no Campus Glória da UFU:



























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