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A vivência de uma travesti na Universidade | 28 de janeiro de 2026 |



PROGRAMA FM UNIVERSITÁRIA – 28 de janeiro de 2026


FALA SINTET-UFU – A vivência de uma travesti na Universidade


(Osmam) Olá, companheiras e companheiros, aqui é Osmam Martins, e neste Fala SINTET-UFU a gente conversa com Flor de Lima sobre as vivências de uma travesti na universidade. Flor é artista plástica, pesquisadora de gênero e poética visual, desenvolve práticas colaborativas com o Feminist Spatial Practices, é bolsista CNPq, integrante do CONSUN e da comissão de estatuinte da UFU, COMEST. Sintonize suas lutas! Seja bem vinda ao FALA SINTET, Flor.


(Flor de Lima) Oi SINTET, oi ouvintes, tudo bem osman, obrigado pelo espaço de fala. entrei na universidade em 2024 pelo sisu, foi um processo muito difícil porque eu passei um ano inteiro me esforçando para conseguir meramente me adaptar a prova, do enem  eu trabalhava na escala 6x1 o que demandou muito da minha saúde mental, então eu passei por um adoecimento antes de entrar para a universidade, mesmo depois de ter tido resultado, e aí fica complicado porque quando eu finalmente começo a frequentar as aulas, eu observei que eu era a única travesti no curso de artes visuais, foi um impacto entender como ia funcionar, as coisas que eu tinha para falar, minhas tecnologias, as travestilidades, não necessariamente eram vistas, alguns trabalhos geraram desconforto nas pessoas cisgêneras, escrevi um ensaio sobre isso, numa experiência que tive na primeira disciplina da ABI. 


(Flor) Hoje eu faço parte do CONSUN, estou dentro do conselho universitário também para ser uma voz,uma travesti ali e marcar essa presença que é muito importante, inclusive agora que estamos tentando fazer com que as cotas trans passem, eu acredito que é muito essencial que as cotas aconteçam na UFU para justamente meu caso não seja uma exceção, como de outras meninas que conheço, que está na universidade porque deu certo, porque teve pessoas, a minha presença ali, eu tive que lutar e batalhar para entrar na universidade e também não estou no melhor cenário onde estou tendo espaço e liberdade de fazer o curso mais tranquila porque também existem outras demandas, a universidade está aquém de produzir um ambiente saudável justamente por não ter muitas nesse território


(Flor) Sonho um dia em uma universidade mais diversa mais plural que a gente possa no curso das artes debater sobre genero e sexualidade, sinto que a minha trajetória tem sido marcada por pontos difíceis mas grandes conquistas, estou aproveitando muito esse ambiente e gostaria que muitas outras tivessem a oportunidade de estar aqui e vivenciar esse espaço que é tão importante e se eu posso pontuar o que mais me impactou é eu finalmente estar confortável com minha autoestima, que é por uma certa validação da academia, da escrita, da produção artística, e eu fico vendo o quão grande eu sou, é isso que eu desejo uma universidade com mais experiências como a minha, com mais travestis se sentindo grandona, é isso, um beijo, obrigado por ouvir.


(Osmam) muito obrigado pela participação e por compartilhar suas vivencias conosco, flor.


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Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos
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