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Três meses de greve dos TAE | 10 de junho de 2026 | Fala SINTET-UFU

  • há 2 dias
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PROGRAMA FM UNIVERSITÁRIA –  10 de junho  de 2026


FALA SINTET-UFU - Três meses de greve dos TAE


(Raissa) Olá, companheiras e companheiros, eu sou Raissa Dantas, e neste Fala Sintet-UFU, nós recebemos Natália Lucena, cientista social e assessora política do SINTET-UFU, para conversar com a gente sobre os três meses de greve dos técnicos. Seja bem-vinda, Natália. Sintonize suas lutas!


(Natália) Olá, Raissa.


Olá a todas e todos os ouvintes do Fala SINTET. Obrigado pelo convite. Hoje estou aqui para fazer um balanço destes três meses de greve na UFU.


Quero começar destacando a importância de cada companheiro e companheira que compõe o Comando Local de Greve e participa das atividades, reuniões e mobilizações ao longo desse período. A força da nossa greve está diretamente ligada ao envolvimento da categoria.


Embora, no cenário nacional, as negociações tenham avançado de forma mais lenta, é importante destacar conquistas importantes, como a ampliação do entendimento sobre a aceleração da progressão para aposentados que não estavam no topo da carreira e se aposentaram com paridade. A partir da mais recente Nota Técnica do MGI, esses servidores poderão ter acesso a esse direito.


No âmbito local, a greve trouxe avanços significativos. Desde o início do movimento, foi instalada uma mesa permanente de negociação entre o Comando Local de Greve e a Administração Superior da UFU, com participação da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e, quando necessário, das direções dos hospitais universitários. Esse espaço permitiu discutir demandas históricas da categoria, acompanhar compromissos assumidos pela gestão e apresentar reivindicações relacionadas às condições de trabalho e à valorização dos servidores.


As reuniões também contribuíram para a melhor organização das escalas nos hospitais durante a greve e possibilitaram levar as demandas específicas dos campi avançados para a mesa de negociação.


Entre as conquistas desse período, destacamos o avanço da flexibilização da jornada para 30 horas semanais. A partir de uma Nota Técnica do MGI, os estudantes passaram a ser considerados público externo, o que amplia a possibilidade de mais setores da universidade solicitarem a flexibilização da jornada.


Outro resultado importante foi a suspensão da portaria que regulamentava a Avaliação de Desempenho dos Servidores (ADS), garantindo a manutenção da normativa anterior até que o tema seja debatido democraticamente nos conselhos superiores, com o objetivo de construir uma resolução que contemple a diversidade das atividades desempenhadas pelos TAEs.


Também avançamos na regulamentação da participação dos servidores técnico-administrativos na pós-graduação. Agora, os TAEs podem ministrar aulas em cursos de pós-graduação com essas atividades sendo contabilizadas como parte da jornada de trabalho. Essa regulamentação foi resultado direto da pressão e da mobilização dos trabalhadores em greve.


Nos últimos dias, foram definidas prioridades dentro da pauta local de reivindicações, o que permitiu avançar nos debates sobre o Programa de Gestão e Desempenho (PGD) e a ampliação da flexibilização da jornada. Para isso, sera realizado um seminário entre o CLG e a PROGEP. 


A gestão também se comprometeu a buscar meios para promover a formação e capacitação de gestores das unidades acadêmicas. 


Outro compromisso assumido foi o de buscar mecanismos que ampliem o acesso dos TAEs aos programas de mestrado e doutorado da universidade, seja por meio da criação de um programa profissional multidisciplinar, seja pela reserva de vagas nos programas já existentes, seguindo experiências bem-sucedidas de outras universidades federais.


Na pauta de combate ao assédio, está prevista para o dia 12 de junho, em reunião online do CONSUN, a apreciação da Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação na UFU, uma reivindicação histórica da categoria.


Ao fazermos um balanço desses três meses de greve, podemos afirmar que conquistamos avanços concretos nas negociações, fortalecemos nossas pautas locais, ampliamos os espaços de diálogo com a gestão, demos visibilidade às necessidades da categoria e reafirmamos a importância dos técnico-administrativos para a UFU.


Por isso, deixo mais uma vez o convite para que todos participem das reuniões, assembleias, atividades e atos da greve. A participação de cada trabalhador e trabalhadora fortalece o movimento e amplia nossa capacidade de conquistar novos avanços para a categoria. 


(Raissa) Muito obrigada pela participação, Natália. E esse foi o Fala SINTET-UFU dessa semana. Um ótimo dia a todas e todos e até o próximo programa.

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Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos
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