SINTET-UFU promove reflexão sobre assédio e discriminação e provoca debate sobre ambientes seguros e inclusivos
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Atividade do Agosto Lilás reuniu servidores e servidoras para discutir prevenção e enfrentamento às violências no ambiente universitário, com debate, participação on-line e intervenção artística
Por Osmam Martins
O SINTET-UFU promoveu, na tarde desta quinta-feira, 20 de agosto, a atividade “Prevenção e enfrentamento ao assédio e discriminação na UFU: uma política pela construção de ambientes seguros, respeitosos e inclusivos”, como parte da programação do Agosto Lilás, mês de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres. O encontro aconteceu no bloco 5R C-D, no Campus Santa Mônica da UFU, e também foi transmitido on-line para as pessoas inscritas previamente.
Participaram da atividade Jaciara Boldrini França, advogada, TAE da UFU e mestra em Filosofia Política, Ana Lúcia, da pasta de Assuntos de Aposentados, e Gilberta Pires, integrante da comissão que elaborou a Política de Combate ao Assédio da UFU e coordenadora da Pasta de Políticas Afirmativas, Inclusão e Diversidade do SINTET-UFU.
Gilberta iniciou o encontro apresentando o trabalho desenvolvido pela comissão e destacando a importância da política como um marco para a comunidade universitária. Durante sua fala, porém, o público foi surpreendido por uma intervenção artística do ator, professor e pesquisador Thiago Di Guerra.
Sem saber que se tratava de uma performance, os participantes presenciaram situações aparentemente pequenas: interrupções durante a fala, pedido de café, desatenção, desprezo e até um abraço não solicitado. O incômodo provocado pela cena ajudou a demonstrar como violências e assédios podem aparecer de maneira sutil e, justamente por isso, serem naturalizados.
E havia ainda um elemento simbólico sobre a mesa: um dinossauro. A imagem ajudou a representar como situações de assédio que são toleradas, ignoradas ou naturalizadas podem crescer e se transformar em problemas cada vez maiores.
Inclusão também passa pelo cuidado
Ana Lúcia provocou uma reflexão sobre a participação das mães nos espaços do sindicato. Mulheres que acumulam diferentes jornadas muitas vezes deixam de participar de reuniões e atividades por não terem onde deixar seus filhos e filhas. A discussão reforçou que construir espaços inclusivos também significa pensar em ambientes que acolham mães e crianças, garantindo condições reais de participação.
Jaciara também retomou a intervenção artística e destacou seu caráter educativo. Para ela, cartilhas e materiais informativos são fundamentais, mas é preciso ir além: conhecer a “textura” das violências, percebendo como elas se manifestam nas situações concretas do cotidiano.
A atividade contou ainda com a participação do público presencial e on-line, que compartilhou opiniões, perguntas e reflexões e parabenizou o SINTET-UFU pela iniciativa.
Mais do que falar sobre assédio, o encontro buscou fazer sentir, reconhecer e discutir aquilo que muitas vezes é naturalizado. Porque ambientes seguros não são construídos apenas por normas: são construídos quando toda a comunidade se compromete a não tolerar a violência.



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