SINTET-UFU promove debate sobre Reforma Administrativa e estatuinte no saguão da Reitoria
- sitesintet
- 5 de dez. de 2025
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Por Osmam Martins Atividade reuniu representantes da UFU, da Adufu e servidores TAEs para discutir ataques ao serviço público e os rumos da universidade
Na tarde desta sexta-feira, 4 de dezembro, como parte das atividades de paralisação, o SINTET-UFU promoveu um debate no saguão da Reitoria para aprofundar a discussão sobre a Reforma Administrativa e o processo da estatuinte na UFU.
A mesa contou com a participação de Christiane Pitanga Serafim da Silva, representando a Reitoria da UFU, da presidenta da Adufu, Jorgetânia Ferreira, e de Mário Júnior, da coordenação do SINTET-UFU.
Ao abrir o debate, Mário Júnior destacou a insatisfação da categoria com o projeto de lei enviado pelo governo federal que trata do reajuste do RSC. Ele também ressaltou o papel da Frente em Defesa do Serviço Público, que, com forte mobilização e apoio de entidades como a Adufu, conquistou uma vitória importante: após a marcha realizada em Brasília, a PEC da reforma da Previdência perdeu 25 assinaturas de apoio no Congresso.
Representando a Reitoria, Christiane Pitanga abordou o processo da estatuinte, reforçando o compromisso da universidade em acolher sujeitos diversos e promover inclusão em todas as relações institucionais. Ela adiantou que a comissão responsável pelo processo terá 15 membros, com publicação prevista para 19 de dezembro, além da realização de audiências públicas. Terão representantes do estudantes, docentes e técnicos-administrativos em educação.
A presidenta da Adufu, Jorgetânia Ferreira, fez uma intervenção forte e emocionada, lembrando os recentes casos de feminicídio, incluindo o assassinato de duas servidoras do CEFET-MG, que abalou a comunidade acadêmica. Jorgetânia alertou para a estratégia da extrema-direita de tentar responsabilizar as mulheres pelos efeitos do neoliberalismo, como a precarização do trabalho e o desmonte do Estado de bem-estar social.
Ao criticar frontalmente a Reforma Administrativa, ela afirmou que a proposta ataca direitos essenciais da população, como o SUS e os serviços públicos previstos na Constituição de 1988. “Nossa tarefa histórica é barrar a reforma e enfrentar um Congresso que atua contra o povo. Precisamos pressionar os parlamentares da nossa região e, no próximo ano, renovar esse cenário”, afirmou. Ela também defendeu políticas que garantam segurança e dignidade às mulheres, sem assédio e com acesso pleno aos espaços institucionais, e parabenizou o sindicato pelo apoio constante às servidoras.
Durante o debate, servidores e servidoras técnico-administrativos também fizeram intervenções, trazendo suas preocupações tanto sobre os impactos da Reforma Administrativa quanto sobre a estatuinte, que definirá os novos rumos da universidade.
Ao final, Mário Júnior agradeceu a parceria contínua da Adufu e a presença de todos e todas. A atividade reforçou que a categoria segue vigilante e mobilizada na luta contra a Reforma Administrativa e em defesa do serviço público e da democracia interna na UFU.





































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