O combate ao avanço de ideias autoritárias | 14 de outubro de 2026 | FALA SINTET-UFU
PROGRAMA FM UNIVERSITÁRIA – 14 de outubro de 2026
FALA SINTET-UFU – O combate ao avanço de ideias autoritárias
(Raissa) Olá, companheiros e companheiras, aqui é Raissa Dantas, e neste Fala Sintet-UFU, a gente conversa sobre a conjuntura e o combate ao avanço de ideias autoritárias. O nosso convidado dessa semana é Adrian Gustavo, estudante de História e pesquisador na área da História Política. Seja bem-vindo, Adrian! Sintonize suas lutas.
(Adrian) Olá! Muito obrigado pelo convite para participar do Fala Sintet. É uma alegria poder conversar com vocês sobre um tema tão importante neste momento político: a luta contra a extrema-direita,né?.
Eu sou Adrian Gustavo, graduando em História da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), e a minha participação hoje parte principalmente de uma preocupação que considero fundamental; que é a necessidade de combatermos o avanço de ideias autoritárias, e, principalmente, de pensarmos qual sociedade queremos construir daqui para frente.
Creio que quando falamos em enfrentar a extrema-direita, acho que não podemos reduzir essa questão, discussão apenas aos nomes que estão disputando cargos. Mas que existe sobretudo uma disputa muito maior em curso. É uma disputa sobre democracia, sobre direitos sociais, sobre educação, ciência, até mesmo o papel do Estado na vida social.
Principalmente, por ser uma questão política, pensar também que defender a democracia vai muito além de votar. Como afirma a filósofa Marilena Chauí, “a democracia é atividade criadora dos cidadãos e aparece em sua essência quando existe igualdade, liberdade e participação”. Então acho que essa frase seja muito importante porque nos lembra que democracia não é uma coisa pronta. Mas ela é algo que precisa ser construída sempre, e defendida constantemente.
E essa defesa principalmente falando agora das universidades públicas. Passa pelas universidades, elas são hoje fundamentais para a produção de ciência e tecnologia no Brasil. Creio também que fortalecê-las significa ampliar nossa autonomia, diminuir também nossa dependência externa em face de outros países. Defender a soberania e defender também a universidade pública que se entrelaça na defesa da soberania nacional.
Outro ponto importante também, creio que é o avanço do neoliberalismo, que não é apenas uma política econômica. Ele também produz uma determinada maneira de enxergar a sociedade. Que ultimamente tem mudado completamente o mundo do trabalho, analisando a questão do Brasil. Aos poucos, também dentro dessa lógica neoliberal, somos levados a acreditar que cada pessoa é responsável individualmente pelo seu próprio sucesso ou fracasso. Há uma individualização maior desses sujeitos. E essas corrente dominantes vão sucateando sobretudo os direitos sociais. Que entra numa lógica de privilégio, então o direito começa num sistema neoliberal a ser visto como privilégio.
Por isso, precisamos recuperar a solidariedade e entender que os direitos não são privilégios.
Creio que nesse segundo turno, acredito também que precisamos olhar para além dos nomes e pensar nos projetos de país que estamos aí disputando também. O que está em jogo nesse momento é o fortalecimento da democracia, a valorização da ciência, também defender nossos direitos e sobretudo combater essas ideias autoritárias que vem tomando o país, dentro desse jogo de disputa de memória que está posto aí.
Creio que mais que escolher uma candidatura, este é o momento de refletir sobre o Brasil que queremos: um país que sobretudo valorize a educação, a ciência, a soberania nacional e a participação popular.
Desde já, muito obrigado novamente pelo convite! Um abraço a todos e todas que estão acompanhando o Fala Sintet! Saudações fraternas ai.
(Raissa) Nós que agradecemos suas contribuições, Adrian. E esse foi o Fala Sintet UFU dessa semana. Um ótimo dia a todas e todos e até o próximo programa.
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