NOTA DE SOLIDARIEDADE DO SINTET-UFU AO POVO VENEZUELANO E DE REPÚDIO À INTERVENÇÃO MILITAR DOS EUA NA AMÉRICA LATINA
- sitesintet
- 5 de jan.
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O SINTET-UFU vem por meio desta nota repudiar, de forma veemente, toda e qualquer ação contra a soberania da República Bolivariana da Venezuela. Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, o país foi vítima de uma intervenção militar estrangeira, acompanhada de um sequestro político, promovidos pelo imperialismo estadunidense.
Sob o falso pretexto de “combate ao narcotráfico”, forças militares dos Estados Unidos realizaram bombardeios em Caracas e anunciaram o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores. Tal ação configura uma grave violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e do princípio da autodeterminação dos povos, que proíbe intervenções militares unilaterais e o uso da força para impor interesses políticos e econômicos sobre nações soberanas.
O SINTET-UFU alerta a categoria e a sociedade de que a narrativa amplamente difundida pela grande mídia ocidental — de que a intervenção teria como objetivo o combate ao narcotráfico — não passa de uma farsa. A história recente da América Latina demonstra que esse discurso é recorrentemente utilizado para legitimar golpes, invasões e processos de desestabilização política. O verdadeiro interesse do imperialismo estadunidense reside na apropriação das riquezas naturais da Venezuela, em especial o petróleo, e na derrubada de um governo que se recusa a se submeter às imposições políticas dos Estados Unidos.
A atual configuração do xadrez geopolítico mundial, marcada pelo declínio relativo da hegemonia estadunidense, tem reacendido o interesse predatório do império do “Tio Sam” sobre as riquezas estratégicas da América do Sul. Nesse contexto, a ascensão de governos de extrema direita na região contribui para pavimentar o caminho da ingerência externa, da perda de soberania e do aprofundamento da dependência econômica e política.
O SINTET-UFU destaca que a categoria técnica-administrativa em educação tem um papel fundamental nesse debate. Enquanto trabalhadoras e trabalhadores da educação pública, comprometidos com a produção do conhecimento, com a democracia e com os direitos humanos, é nosso dever compreender, debater e denunciar os impactos do imperialismo sobre os povos latino-americanos. A universidade pública não pode se omitir diante de violações à soberania dos povos, e nossa categoria deve atuar tanto dentro quanto fora da UFU, fortalecendo a consciência crítica, a solidariedade internacionalista e a defesa de um projeto de América Latina livre, soberana e autodeterminada.
Alertamos, ainda, que o Brasil e os demais países latino-americanos não estão imunes a esse tipo de intervenção. O avanço do imperialismo em um país representa uma ameaça concreta a toda a região, abrindo precedentes para violações políticas, econômicas e militares em outros territórios.
Nesse sentido, conclamamos toda a categoria a se posicionar publicamente contra a intervenção militar dos EUA, a fortalecer esse debate nos espaços da UFU e na sociedade, e a participar ativamente dos atos públicos que serão realizados em nossa região em solidariedade ao povo venezuelano e em defesa da soberania dos povos da América Latina.
– Fora as forças terroristas dos EUA da Venezuela!
– Pela autodeterminação do povo venezuelano e dos povos da América Latina!
– Viva a soberania da Venezuela e do povo venezuelano!
– Pela imediata libertação de Nicolás Maduro e de Cilia Flores!
Uberlândia, 5 de janeiro de 2026
Coordenação Colegiada do SINTET-UFU







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