Contexto e situação da greve dos TAEs | 25 de fevereiro de 2026 | FALA SINTET-UFU
- 25 de fev.
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PROGRAMA FM UNIVERSITÁRIA – 25 de fevereiro de 2026
FALA SINTET-UFU - Contexto e situação da greve dos TAEs
(Osmam) Olá, companheiros e companheiras, aqui é Osmam Martins, e neste Fala Sintet-UFU, nós conversamos com a assessora política e sindical do SINTET-UFU, a cientista social Natália Lucena, ela vai trazer um pouco do contexto e a situação da greve dos Técnicos Administrativos em Educação. Seja bem-vinda, Natália. Sintonize suas lutas!
(Natália) Oi Osmam, obrigado pelo espaço, a ideia é conversar sobre o cenário de greve da Fasubra que iniciou em 23 de fevereiro, começo esclarecendo que essa decisão foi tomada em assembleia de base da categoria, após debate entre os presentes. O que ficou decidido foi, que apesar de contrários à greve naquele momento, manteve-se o estado de greve, o que já indica que a mobilização continua e que essa decisão, caso fosse necessária, seria revista após o dia 23, com mais elementos.
(Natália) A greve iniciou no dia 23 de fevereiro, porém ainda sem uma maioria absoluta de adesão dos sindicatos da base, pois das 73 entidades filiadas à FASUBRA, somente 24 sindicatos realizaram assembleia para debater e deliberar sobre o tema da greve. Dessas 44 instituições, 29 iniciaram a greve no dia 23 de fevereiro e 15 não iniciaram no dia 23. Importante destacar que 24 instituições filiadas à FASUBRA, até o dia 23 de fevereiro, ainda não haviam deliberado sobre o tema. Portanto a greve se inicia com a base da federação dividida, quanto à assertividade de uma greve agora.
(Natália) A discussão sobre a greve não é simples. Ela envolve não só salário, mas condições de trabalho, valorização profissional, orçamento das universidades e o respeito às negociações com o governo federal.
(Natália) Nos últimos anos, a categoria enfrentou perdas salariais acumuladas pela inflação, defasagem no plano de carreira e dificuldades estruturais nas instituições. Muitos trabalhadores relatam sobrecarga, falta de reposição de pessoal e condições que impactam diretamente na qualidade do serviço prestado à sociedade. A greve, neste contexto, surge como um instrumento histórico de pressão e negociação, previsto na Constituição, quando o diálogo não avança de forma satisfatória.
(Natália) Por outro lado, também é preciso refletir sobre o momento político e econômico atual. Existe uma mesa de negociação aberta? Há sinalizações concretas de avanço? Uma greve agora fortalece a categoria ou pode enfraquecer o diálogo? precisamos avaliar estrategicamente se este é o momento mais eficaz para paralisação ou se ainda há espaço para negociação, mobilização e pressão sem suspensão das atividades.
(Natália) Se defender a greve agora, é por entender que os trabalhadores já aguardaram o suficiente e que sem mobilização firme não haverá conquistas reais. A história mostra que muitos direitos só foram garantidos por meio da organização coletiva e da luta.
(Natália) Se defendemos que não é o momento da greve, é por acreditamos que o mais adequado para essa conjuntura é a busca pela construção de soluções a partir de outras ações que promovam pressão política de outras formas, como atos, assembleias e mobilizações nacionais.
(Natália) Independentemente da posição, o mais importante é a unidade da categoria. A decisão deve ser coletiva, consciente e estratégica. Precisamos analisar todos os pontos apresentados até agora e como está a greve nas outras localidades.
(Natália) A greve não é um fim em si mesma. Ela é um instrumento. E todo instrumento precisa ser usado com responsabilidade, estratégia e clareza de objetivos. Que a categoria decida com maturidade, pensando no presente, mas também no futuro da categoria e da universidade pública. Por isso convidamos todos os técnicos a acompanharem nossas redes sociais, que sempre vamos atualizar sobre o tema da greve.
(Natália) Também convocamos a todos e a todas para participarem da assembleia que irá acontecer na próxima semana. Um abraço a todos e a todas.
(Osmam) Muito obrigado pelas suas contribuições, Natália. E esse foi o Fala SINTET-UFU dessa semana. Um ótimo dia a todas e todos e até o próximo programa.


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