Assembleia do SINTET-UFU debate conjuntura, democratização das universidades e EAD na UFU
Por Osmam Martins
Assembleia também deliberou pela atuação da categoria em defesa da reeleição do presidente Lula e de apoio às candidaturas de Marília e Áurea Senadoras e Patrus Governador, além da realização de de atividade sobre o EAD na UFU
O SINTET-UFU realizou, nesta quinta-feira, dia 03 de setembro, uma assembleia com a categoria para discutir temas de interesse dos trabalhadores e trabalhadoras TAE, além de questões relacionadas à conjuntura política nacional, à democratização das universidades federais e ao modelo de Educação a Distância (EAD) na UFU.
Entre os encaminhamentos aprovados, a assembleia deliberou pela orientação para que a base da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) atue em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também foi aprovada a orientação para que os sindicatos filiados promovam debates com suas bases sobre os últimos quatro anos, considerando os avanços, dificuldades e contradições vivenciados no período.
Nos informes, o coordenador Mário Júnior apresentou informações sobre a participação da Fasubra no Grupo de Trabalho (GT) que discute a democratização das instituições de ensino superior. O grupo reúne representantes de entidades como Andifes, Conif, MEC, Andes, Proifes, UNE e ANPG e tem como objetivo construir propostas para ampliar a democracia nas universidades.
Segundo o informe, ainda estão previstas quatro reuniões do GT. A Fasubra apresentou quatro propostas consideradas fundamentais para aprofundar a democratização das instituições:
Instituição de conselhos deliberativos paritários;
Garantia de isonomia na ocupação dos cargos de reitor e reitora, permitindo também a candidatura de servidores e servidoras técnico-administrativos;
Fim da lista tríplice, com eleições para reitor e reitora por meio de voto paritário;
Democracia intergeracional, com a criação de uma política do MEC que permita a participação de aposentados e aposentadas nos conselhos deliberativos, com direito a voz e voto, além da possibilidade de participação nas eleições, caso desejem.
As propostas apresentadas pela Federação buscam ampliar a participação da comunidade universitária nos processos de decisão e fortalecer mecanismos democráticos dentro das instituições federais de ensino.
Mário Júnior também informou a assembleia sobre a nota publicada conjuntamente pelo SINTET-UFU e pela ADUFU a respeito da ocupação realizada pelo MTL de um terreno em Uberlândia ligado a um fundo relacionado ao Banco Master.
Durante o debate, foram ressaltados os possíveis impactos ambientais relacionados à instalação de um data center na área. O coordenador destacou que empreendimentos desse tipo podem gerar impactos significativos sobre recursos hídricos e o abastecimento de água, citando experiências internacionais que demonstram a necessidade de amplo debate social e ambiental antes da implantação de projetos dessa natureza.
Na análise de conjuntura, Ana Lúcia destacou a conquista da aceleração para mais de 600 aposentados e aposentadas, considerada uma iniciativa pioneira em âmbito nacional. O SINTET-UFU segue trabalhando para ampliar a divulgação das informações e garantir que o maior número possível de pessoas tenha acesso aos seus direitos.
Também foi apresentado um informe sobre o Encontro Nacional da Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS), que será realizado no Rio de Janeiro (RJ). A delegação contou com a participação de três mulheres e um companheiro, que vão atuar na fiscalização e no acompanhamento da carreira dos técnico-administrativos em educação.
A assembleia também aprovou, por ampla maioria, a divulgação das candidaturas populares da cidade aos cargos de deputado estadual e deputado federal.
A deliberação está vinculada à defesa da reeleição do presidente Lula e à construção de um campo popular no Poder Legislativo e no governo estadual. Durante a discussão, Mário Júnior também abordou os possíveis impactos de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro e destacou a importância da mobilização para garantir a continuidade de um projeto político comprometido com os direitos sociais e dos trabalhadores.
Outro ponto importante da assembleia foi o debate sobre a Educação a Distância na UFU. Ao apresentar a pauta, Mário Júnior fez um panorama sobre a expansão do EAD no Brasil e sobre a forma como esse modelo de ensino vem sendo desenvolvido ao longo dos anos.
A assembleia também contou com a presença do professor Jimi, do Instituto de Biologia, que apresentou contribuições e questionamentos sobre o modelo de EAD. Outros trabalhadores e trabalhadoras também participaram do debate, apontando problemas como limitações tecnológicas e os desafios enfrentados pela comunidade universitária.
Após as discussões, a assembleia deliberou não tomar uma decisão definitiva neste momento sobre a questão do EAD. Como encaminhamento, foi aprovada a realização de uma nova atividade, para aprofundar o debate e levantar os diferentes aspectos relacionados à implementação e ao desenvolvimento da Educação a Distância na UFU.
A proposta é ampliar a participação da comunidade universitária, reunir diferentes perspectivas e construir coletivamente uma posição da categoria sobre o tema, tendo como referência a defesa da qualidade da educação pública, das condições de trabalho e dos direitos dos trabalhadores e estudantes.



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