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Assembleia aprova suspensão da greve dos TAE a partir de 10 de julho e destaca conquistas do movimento

  • há 18 minutos
  • 4 min de leitura

Por Raissa Dantas



O Comando Local de Greve (CLG) dos Técnico-administrativos em Educação (TAEs) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) realizou, na manhã desta segunda-feira (06), Assembleia Geral de Greve para analisar a continuidade ou suspensão da greve da categoria. A atividade aconteceu no saguão do Bloco 5-O, no Campus Santa Mônica, e foi coordenada por Marcos Campos, com Silnando Silvério na secretaria, Natália Lucena na relatoria e Jhonatan Soares no apoio técnico.


Durante os informes iniciais, foram apresentados os mais recentes desdobramentos relacionados à regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), à nota técnica que trata da aceleração da progressão dos aposentados com paridade, além da posse da nova Comissão Interna de Supervisão (CIS), marcada para esta terça-feira (07). Também foram compartilhadas informações sobre os trabalhos da comissão responsável pela implementação do RSC na UFU, que já iniciou sua composição e segue aberta para a participação de mais voluntários.


O principal ponto da assembleia foi a avaliação sobre a continuidade ou suspensão da greve. Ao longo do debate, predominou o entendimento de que o movimento cumpriu um importante papel político e acumulou conquistas significativas para a categoria, tanto no âmbito nacional quanto na UFU.


As intervenções convergiram para a defesa da suspensão da greve, preservando o estado de mobilização da categoria e reconhecendo que ainda permanecem pautas em negociação. Também foi consenso que o retorno às atividades não deveria ocorrer de forma imediata, permitindo que o CLG concluísse uma série de encaminhamentos relacionados ao encerramento organizado do movimento, entre eles a elaboração de documentos às chefias, a produção de materiais informativos para a categoria e o acompanhamento de temas ainda em negociação, como o fortalecimento do controle social no Hospital de Clínicas (HC) da UFU.


Ao final da discussão, a assembleia aprovou, por ampla maioria, a suspensão da greve a partir da próxima sexta-feira, 10 de julho de 2026, com retorno às atividades na segunda-feira, 13 de julho de 2026.


Durante a avaliação política do movimento, os participantes classificaram a greve como vitoriosa, destacando importantes conquistas obtidas ao longo da mobilização.


Na UFU, a greve resultou em uma série de importantes avanços para a categoria. Entre eles, destacam-se a publicação da portaria que permite aos TAEs utilizarem até 10 horas da carga horária para atuação na pós-graduação; a ampliação do conceito de público externo, possibilitando que novos setores solicitem a flexibilização da jornada para 30 horas semanais — medida que já beneficiou a Escola de Educação Básica (ESEBA); a criação da comissão responsável pela implementação célere do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC); o encaminhamento para criação de vagas suplementares destinadas aos TAEs nos programas de pós-graduação; e a elaboração de resolução, em tramitação no CONDIR, para garantir o direito à Ação de Desenvolvimento em Serviço (ADS).


Também foram construídos importantes encaminhamentos institucionais, como a criação de um Grupo de Trabalho para discutir o subsídio aos Restaurantes Universitários para os TAEs; a instituição, a médio prazo, de GTs voltados à política de remoção e à política de saúde do trabalhador; a criação da comissão que finalizará a minuta da política institucional de formação de gestores; a realização do seminário sobre o Programa de Gestão e Desempenho (PGD), reforçando sua consolidação na UFU; o apoio à aprovação da Política Institucional de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio, cujos princípios também integrarão a política de formação de gestores; e o avanço das discussões para criação de um conselho deliberativo de controle social no Hospital de Clínicas (HC-UFU), com participação da comunidade universitária e da sociedade civil.


Em âmbito nacional, a categoria também acumulou avanços importantes a partir da mobilização e da pressão da greve. Entre eles, destacam-se a regulamentação do plantão 12x60 e os encaminhamentos relacionados à hora ficta; a publicação da nota técnica do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) que garante a aceleração da progressão para aposentados com paridade; a definição do conceito de público externo, medida que amplia a possibilidade de implantação da jornada de 30 horas em diferentes instituições federais; e os encaminhamentos para publicação dos decretos do RSC e dos cargos amplos.


Também foram apontados como conquistas e desdobramentos nacionais a criação do GT Democratização, com composição paritária entre MEC, entidades sindicais e estudantis, tendo como um dos temas centrais a discussão sobre paridade nos processos eleitorais e espaços de gestão das instituições; a previsão de instituição do GT Saúde do Trabalhador, com participação do MEC, entidades sindicais, ANDIFES e CONIF; a criação do GT 30 horas, voltado à discussão da jornada flexibilizada; e a previsão de instalação do GT Pós-Graduação, destinado a tratar de questões relacionadas ao afastamento, aproveitamento de disciplinas e reconhecimento de cursos, inclusive com possibilidade de participação da CAPES.


Outro ponto nacional destacado foi o encaminhamento de temas à Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC), como reposicionamento dos aposentados, novas adesões, cargos amplos, racionalização e atualização das atribuições dos cargos. Também foi reforçada a cobrança da FASUBRA para que o MEC formalize documento garantindo que a compensação da greve seja realizada por meio das atividades represadas, e não por pagamento de horas ou corte de ponto.


Embora a greve tenha sido suspensa, os participantes reforçaram que a mobilização da categoria permanece ativa. A avaliação é de que diversas pautas ainda dependerão de acompanhamento permanente junto ao Governo Federal e à Administração Superior da UFU para que os compromissos assumidos durante a greve sejam efetivamente implementados.


Ao encerrar a assembleia, o CLG reafirmou que a suspensão do movimento representa uma nova etapa da luta, marcada pelo acompanhamento das negociações, da implementação das conquistas alcançadas e da defesa permanente da valorização dos TAEs e da universidade pública. Confira a cobertura fotográfica completa abaixo. Clique sobre a miniatura da imagem para vê-la por completo.




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Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos
em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia.
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