30 dias de greve na UFU: mobilização, avanços e construção coletiva
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Atualizado: há 7 horas
Ao completar 30 dias de greve, os Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) da UFU acumulam um conjunto significativo de ações, debates e avanços importantes em suas pautas, principalmente nas locais.
Desde a instalação do Comando Local de Greve (CLG), que marcou o início da mobilização com uma análise coletiva do cenário e dos desafios da luta, a organização da categoria tem sido sustentada por reuniões semanais que fortalecem o debate, a participação e a construção coletiva das estratégias do movimento.
Ao longo desse primeiro mês, o CLG promoveu atividades fundamentais de formação e mobilização, como o debate sobre jornada de trabalho e flexibilização na UFU. A iniciativa reafirmou a importância da informação qualificada, da organização coletiva e da mobilização como ferramentas essenciais para a ampliação de direitos e o fortalecimento da política de jornada das 30 horas na universidade.
No campo das negociações locais, um dos principais avanços foi o diálogo entre o CLG e a Gestão Superior da UFU sobre a Ação de Desenvolvimento em Serviço (ADS). A abertura ao diálogo resultou em um encaminhamento concreto: a suspensão definitiva da portaria que anteriormente estava suspensa por prazo determinado, garantindo o retorno às regras anteriores e representando uma conquista direta da pressão exercida pela categoria e do dialogo democrático entre as partes envolvidas, como defendemos sempre.
O tema da ADS, aliás, esteve no centro de diversas atividades. O SINTET-UFU realizou uma audiência pública no Campus Umuarama, reunindo trabalhadores, comunidade acadêmica e representantes da PROGEP para debater o tema e coletar contribuições. Em paralelo, a categoria também participou de discussões sobre a portaria da PROGEP, apresentando reflexões e propostas para a construção de uma nova regulamentação mais alinhada às demandas dos servidores. Toda essa discussão será o ponto de partida para a construção de uma resolução a ser debatida no Conselho Diretor.
Outro ponto relevante foi a apresentação e leitura da minuta da portaria que regulamenta a participação de TAEs em programas de pós-graduação, ampliando o debate sobre qualificação, participação e desenvolvimento profissional na universidade. E tornando tal participação mais atrativa para a categoria.
No âmbito da organização do trabalho, o CLG também dialogou com a Superintendência do Hospital de Clínicas da UFU (HC-UFU), para garantir o direito de greve dos servidores e servidoras do Hospital, debatendo as escalas de trabalho e apresentando apontamentos sobre setores que demandam maior atenção, como Internação, UTI Adulto, Arquivo e Laboratório de Oncologia. Nesse processo o CLG sempre reiterou o compromisso de buscar o equilíbrio entre o direito de greve e a manutenção dos serviços essenciais.
Como parte das atividades de formação política da greve, o Comando Local de Greve promoveu o cine-debate “Masculinidade e Machismos”, com a exibição do documentário: O silêncio dos homens. Realizada no Campus Santa Mônica, a atividade reuniu servidores e servidoras em um espaço de reflexão crítica sobre as construções sociais de gênero, debatendo como o machismo atravessa as relações de trabalho, as dinâmicas de poder e as desigualdades presentes no cotidiano.
Por fim, a mobilização também se articula nacionalmente. Os TAEs da UFU enviaram uma carta à ministra Esther Dweck (MGI), cobrando a abertura das negociações com o governo federal. O documento integra uma campanha nacional e destaca pontos centrais como o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), a implementação da jornada de 30 horas e os direitos de servidores aposentados e aposentadas.
Nesses 30 dias, a greve dos TAEs da UFU demonstra que a força da mobilização está na organização coletiva, na participação ativa da base e na capacidade de dialogar e pressionar por avanços concretos.



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