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TAEs da UFU enviam carta à ministra Esther Dweck (MGI) e cobram abertura das negociações

  • 31 de mar.
  • 3 min de leitura

O Comando Local de Greve (CLG) dos Técnicos-Administrativos em Educação da UFU torna pública a carta encaminhada à ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, na qual pressiona a Ministra pela abertura das negociações com a categoria.


O documento, também enviado à Fasubra e a toda base, faz parte de uma campanha nacional de pressão ao MGI para que sejam abertas as negociações, que tem entre os pontos centrais questionamentos sobre a condução de pautas como o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), implementação da jornada de 30 horas e direitos de servidores e servidoras aposentados/as. O CLG orienta toda a categoria a enviar a carta por e-mail, fortalecendo a pressão pela abertura das negociações.


🔵 MINISTÉRIO DA GESTÃO E DA INOVAÇÃO EM SERVIÇOS PÚBLICOS


📄 Leia a íntegra da carta


Srª Ministra Esther Deweck,


Em 2024, após 113 dias de greve e intensas negociações, nós, Técnicos-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior, firmamos um acordo com o Governo Federal que, à época, foi considerado satisfatório e razoável, diante dos compromissos assumidos por ambas as partes.


No período subsequente à pactuação, ao longo de todo o ano de 2025 - quando diversas das pautas acordadas previam ajustes e processos de construção coletiva entre o movimento dos trabalhadores e representantes do governo - enfrentamos dificuldades significativas, sobretudo em razão da ausência do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos nos espaços de diálogo e encaminhamento.


Não obstante, após a construção responsável e pactuada das soluções previstas, fomos surpreendidos pela intervenção desse Ministério, que acabou por desestruturar e distorcer encaminhamentos consolidados no âmbito da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira e do Ministério da Educação.


Destacam-se, nesse contexto, os impactos sobre o projeto de lei referente ao Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e sobre a implementação da jornada de 30 horas para toda a categoria.


Tal postura compromete a autonomia e a credibilidade do Ministério da Educação perante as instituições representativas, além de afetar negativamente a imagem do próprio Governo Federal junto aos trabalhadores e trabalhadoras. Trata-se de uma situação especialmente sensível no atual contexto político, marcado pela proximidade do processo eleitoral e pelo avanço de forças da direita e da extrema direita que buscam fragilizar o governo no qual depositamos nossa confiança, liderado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Diante disso, manifestamos nossa profunda preocupação com os efeitos dessa intervenção sobre um processo construído de forma legítima, responsável e democrática. Ressaltamos que estamos tratando de um contingente de aproximadamente 280 mil servidores da educação federal, cujo impacto social e político - considerando seus vínculos familiares e comunitários - é significativamente ampliado.


Nesse sentido, solicitamos a Vossa Excelência que reavalie o posicionamento deste Ministério nas negociações em curso, especialmente no que se refere ao cumprimento do acordo firmado. Reivindicamos, de forma objetiva: a publicação imediata do decreto de regulamentação do RSC; a devolução das discussões relativas à redução da jornada de trabalho ao Ministério da Educação, órgão responsável pela gestão das Instituições Federais de Ensino Superior; e a extensão dos direitos aos servidores aposentados.


Por fim, ressaltamos que esta manifestação não se configura como qualquer forma de pressão indevida, mas como uma análise concreta do cenário político em que estamos inseridos. Acreditamos que um governo comprometido com a justiça social, com o diálogo e com a responsabilidade institucional não pode se expor aos riscos decorrentes de decisões que fragilizam a relação com sua base social.


Mais do que uma resposta formal, esperamos uma efetiva revisão de postura. A derrota das forças antidemocráticas constitui tarefa central neste momento histórico - e ela também passa pela condução responsável das relações entre o governo e seus trabalhadores.


Atenciosamente,

Técnicos-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior.


Uberlândia, 30 de março de 2026.

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Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos
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