CLG promove atividade sobre jornada de trabalho e flexibilização na UFU
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Por Raissa Dantas
Na manhã desta quarta-feira, 08 de abril de 2026, o Comando Local de Greve (CLG) dos técnico-administrativos em educação (TAEs) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) realizou atividade no saguão do Bloco 5O, com debate sobre a jornada de trabalho e os processos de flexibilização das 30 horas na universidade.
A mesa contou com a participação de Jaciara França, presidenta da Comissão de Jornada de Trabalho (CJT), e Gilberta Pires, representante do SINTET-UFU na CJT, que apresentaram o histórico, os critérios e os desafios para ampliação da flexibilização na UFU.
Jaciara destacou que a política de flexibilização na universidade está baseada na Resolução nº 05/2016 do CONDIR e em normativas posteriores, que estabelecem critérios como atendimento ao público, funcionamento ininterrupto de 12 horas, quantitativo mínimo de servidores e ausência de aumento de custos. Atualmente, mais de 50 setores já foram contemplados na UFU, com destaque para unidades do Hospital de Clínicas (HC-UFU).
Durante a exposição, foi ressaltado que um dos principais entraves históricos para a ampliação das 30 horas foi a interpretação restritiva do conceito de “atendimento ao público”. No entanto, atualizações recentes, a partir de consultas ao Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), passaram a reconhecer também o público discente como parte desse atendimento, o que abre novas possibilidades de expansão da flexibilização para outros setores da universidade.
A presidenta da CJT também apresentou o funcionamento prático dos processos de solicitação, que envolvem a organização de comissões internas nos setores, elaboração de proposta fundamentada e tramitação pelas instâncias institucionais até a decisão final da Reitoria. Segundo Jaciara, avaliações realizadas no HC-UFU apontam alto índice de aprovação da política, com destaque para a melhoria na qualidade de vida dos servidores e na qualidade do serviço prestado.
Gilberta Pires, por sua vez, destacou a importância da organização dos trabalhadores nos setores e da atuação das comissões internas para viabilizar a flexibilização. Ressaltou, ainda, que a política atual é resultado de normativas institucionais e, portanto, pode ser alterada conforme a correlação de forças, reforçando a necessidade de mobilização da categoria.
A coordenadora do sindicato também lembrou que o SINTET-UFU garantiu, por meio de negociação com a atual gestão da universidade, a manutenção das 30 horas e da CJT, e reforçou que a luta da categoria segue no sentido de conquistar a jornada de 30 horas para todos os TAEs em nível nacional, como parte das reivindicações da greve.
A atividade reafirmou a importância da informação, da organização coletiva e da mobilização para a ampliação de direitos e para o fortalecimento da política de jornada de trabalho na UFU.



















































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