1 mês de greve dos TAEs na UFU | 15 de abril de 2026 | Fala SINTET-UFU
- 15 de abr.
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PROGRAMA FM UNIVERSITÁRIA – 15 de abril de 2026
FALA SINTET-UFU - 1 mês de greve dos TAEs na UFU
(Raissa) Olá, companheiras e companheiros, aqui é Raissa Dantas, e neste Fala Sintet-UFU nós recebemos a cientista social e assessora política do SINTET-UFU Natália Lucena, que vai comentar um pouco sobre o marco do primeiro mês de greve dos técnicos da UFU. Seja bem-vinda, Natália. Sintonize suas lutas!
(Natália) Olá a todos e todos que escutam Fala SINTET. Olá Raissa, obrigada pelo convite pra gente conversar um pouquinho hoje sobre esse pouco mais de um mês de greve da Fasubra e aqui do SINTET também.
Para começar eu acho que é importante dizer que a greve nacional dos técnico-administrativos em educação representa um movimento mais importante dentro das instituições federais de ensino nos últimos anos. Ao longo desse período de valorização a categoria tem buscado dar visibilidade para as pautas que há muito tempo vem sendo negligenciados pelos governos, como a jornada de 30 horas e o Reconhecimento Saberes e Competências.
Mais do que uma simples interrupção das atividades, a greve se configura como um momento de reflexão sobre o papel desses profissionais na sustentação da educação pública no Brasil. Os TAEs são responsáveis por uma ampla gama de funções que garantem o funcionamento cotidiano das Universidades e Institutos Federais, desde atendimento ao público, até gestão administrativa, financeira, acadêmica. Esses trabalhadores estão presentes em praticamente todos os setores, no entanto, apesar dessa importância, a categoria enfrenta os problemas como defasagem salarial, falta de reconhecimento profissional e condições de trabalho inadequadas.
Após mais de um mês de greve nacional convocada pela Fasubra, o cenário entra no momento decisivo. A mobilização mostrou força e capilaridade em diversas Universidades e Institutos Federais, mas agora a pergunta que precisa ser respondida é: quais serão os próximos passos?
A pauta da greve que, desde o início, é o cumprimento do acordo de 2024, refere-se também a necessidade de melhoras condições de trabalho e a ampliação do quadro dos servidores, pontos que impactam diretamente o funcionamento das instituições públicas de ensino. Apesar de nacionalidade ainda não haver avanços significativos nas negociações com o governo, o que reforça a importância do fortalecimento da greve e da caravana à Brasília, localmente é possível observar um cenário diferente.
Como já discutido em outros momentos a avanços importantes nas negociações com a Administração Superior. Desde o início da grau foi aberta mesa de negociação semanal com a participação do Comando Local de Greve, do Pró-reitor de Gestão de Pessoas, da Chefe de Gabinete, além de representantes da Gestão Superior, Pró-reitorias e Diretoria dos Hospitais Universitários, quando solicitado. Esse espaço permanente de diálogo tem sido fundamental para garantir o avanços concretos da categoria.
Entre os principais resultados dessas reuniões destaca-se o compromisso da Gestão em aprovar a Política de Combate ao Assédio, na próxima reunião extraordinária do Consun, um passo importante para melhorar o ambiente de trabalho e garantir mais segurança institucional aos servidores. Outro avanço importante foi o debate sobre a portaria 3 de 2026, que trata sobre a concessão de ADS. A portaria que estava suspensa por 60 dias para reavaliação, teve sua suspensão tornada definitiva após as negociações, com isso volta a valer a normativa anterior, além do compromisso de Gestão Superior de encaminhar ao Conselho Diretor, transformando os estudos da Comissão e as contribuições da categoria em uma Resolução mais estável e permanente.
Além disso, foi encaminhado à Reitoria um documento construído a partir dos estudos da comissão e das contribuições dos TAEs propondo a regulamentação da participação dos servidores em programas de Pós-graduação durante o horário de trabalho, com a garantia de remuneração. A expectativa é que essa proposta avance e seja formalizada por meio de uma Portaria, consolidando mais ainda esse direito importante da categoria.
Diante desse cenário reforça-se a importância de manter e fortalecer a mobilização. A continuidade da greve, a participação ativa no Comando Local, a presença em atos e atividades e o engajamento dos colegas são fundamentais para garantir que os avanços locais se ampliem e que, no plano nacional, as negociações também evoluem.
Esse é o momento decisivo. A greve começa a demonstrar sua força e os resultados começam a aparecer localmente. Agora a gente precisa ainda mais de mobilização para garantir os avanços nacionalmente também, por isso a gente convida toda a categoria a participar das atividades do Comando de Greve, a participar das reuniões, assembleias, mobilizações e próximas atividades que terão da greve.
(Raissa) Muito obrigada pela participação, Natália. E esse foi o Fala SINTET-UFU dessa semana. Um ótimo dia a todas e todos e até o próximo programa.
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