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NOTA EM APOIO À GREVE DA EDUCAÇÃO NO ESTADO DE MINAS GERAIS

 

Hoje, 12 de fevereiro de 2020, se inicia um movimento de suma importância para a sociedade atual e, também, para as futuras gerações: a greve dos servidores e das servidoras estaduais de educação. O acesso à educação pública, gratuita e de qualidade é um direito elementar garantido pela Constituição de 1988 e que é pilar fundamental para um projeto de desenvolvimento concreto da sociedade brasileira.

Minas Gerais é o segundo estado mais populoso do Brasil e aquele que possui o maior número de municípios a nível nacional. Garantir que cada jovem tenha acesso a uma escola próxima e com professores que tenham condições concretas de desenvolver seu trabalho deve ser, portanto, o objetivo de cada mineira e de cada mineiro. Infelizmente, o governo Romeu Zema (NOVO) não tem em seu horizonte valorizar a educação pública e facilitar o acesso dos jovens mineiros a uma escola, tendo o governador proposto políticas que mais transformam a educação em privilégio do que na garantia de um direito constitucional.

Uma das reivindicações básicas para garantir uma educação de qualidade é certificar que os profissionais sejam estáveis, bem remunerados e com condições materiais concretas para a realização de suas atividades. Entretanto, em Minas Gerais, nem o piso mínimo, um dos menores do país, vem sendo cumprido, o que condena cada trabalhadora e cada trabalhador da educação a viver em situações financeiras precárias, tendo que recorrer a uma segunda ou até terceira fonte de renda, o que impede tais profissionais de se dedicarem à educação. No referente às condições materiais, é cada vez mais comum o estrangulamento financeiro da educação, o que impede desde reformas estruturais necessária até aquisição de materiais. Já na estabilidade profissional, o que se percebe é um total descaso. Candidatos aprovados em concurso público que não são convocados devido ao interesse governamental em contratar temporariamente em condições precárias, instáveis, com remuneração ainda menor, além de editais de remoção que conflitam com designações e acarretam em grande instabilidade e medo para aqueles e aquelas que trabalham na educação.

Ademais da situação dos profissionais, o sistema de matrícula online proposto pela Secretaria de Educação, ao contrário de desburocratizar, fez com que mães e pais amanhecessem em filas para matricular seus filhos, crianças as quais os responsáveis realizaram o processo e o nome não constava em lista, bem como pessoas em condições financeiras vulneráveis que são alocadas em escolas extremamente distantes de suas casas e núcleos sociais.

Pode-se ainda citar o fechamento de escolas e vagas em tempo integral, fonte esta que permitia desde educação até a alimentação de muitos mineiros e mineiras que se encontram em situações de vulnerabilidade social. A adoção e defesa do método militar, que prevê o disciplinamento de nossas crianças de forma mais profunda, tem como característica tolher o pequeno direito infantil de sonhar e de brincar.

A insegurança, o desrespeito a direitos básicos e a necessidade de controle sobre mentes tem sido o mote do governo Romeu Zema (NOVO), e tais preceitos são totalmente opostos ao que se entende como um projeto de educação que seja pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. Portanto, o SINTET-UFU, que também representa trabalhadoras e trabalhadores da educação, manifesta aqui todo seu apoio à Greve dos Profissionais da Educação de Minas Gerais, afinal, já dizia Paulo Freire, “ninguém liberta ninguém, as pessoas se libertam em comunhão”.

Todo apoio à luta em defesa dos direitos e da educação!

 

Uberlândia, 12 de fevereiro de 2020

COORDENAÇÃO COLEGIADA DO SINTET-UFU
GESTÃO 2020-2022

12 de fevereiro de 2020