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Mesa discute carreira dos motoristas e luta contra a terceirização

Por Guilherme Gonçalves

Para começar o segundo dia do VIII Seminário Nacional dos Motoristas Oficiais das IFES, CEFETS e IPES, foi realizada na manhã dessa quinta-feira, 10, uma mesa debate com o tema: A carreira dos motoristas e a luta contra a terceirização. Os debatedores foram Alessandra Rodrigues Freitas, advogada e pesquisadora sobre transportes; e Alberto Dumont, técnico-administrativo em educação da UFU e representante da Comissão Interna de Supervisão (CIS) da mesma instituição.

O primeiro a expor suas ideias foi Alberto Dumont que explicou sobre a Comissão Interna de Supervisão que existe em todas as universidades federais do país, mas que muitos trabalhadores e trabalhadoras desconhecem. “A CIS foi instituída em 2005 e é obrigatória em todas as universidades e institutos federais do país. A CIS é responsável por acompanhar, orientar, fiscalizar e avaliar a implantação do Plano de Carreira na Instituição Federal de Ensino e deve propor melhorias para a Comissão Nacional de Supervisão (CNS)”, disse o membro da comissão.

Além de apresentar todas as atuações da CIS, Dumont apontou também uma grande responsabilidade da comissão que é instruir TAE’s a progredirem na carreira. “Um grande trabalho que a CIS deve fazer é incentivar a progressão por capacitação de todos os servidores e servidoras. Ou seja, a cada determinado período de tempo e com diplomas de capacitação, o servidor ou servidora ganha aumentos salariais por ter se capacitado”, finalizou.

Em seguida foi à vez da advogada e pesquisadora falar sobre o transporte. Freitas falou um pouco da importância do transporte no processo de produção. “O transporte no processo produtivo é algo muito importante, pois consegue fazer uma redução significativa no tempo de produção”, afirmou a pesquisadora. A pesquisadora falou ainda sobre a importância da saúde do motorista e da experiência dele na ajuda para a manutenção dos veículos. “O motorista lida com vidas o tempo todo, ele é responsável pelas vidas que transporta e as vidas das pessoas próximas ao trânsito”, disse Freitas.

A advogada ainda falou sobre a terceirização no transporte que precariza a profissão e força muitos motoristas a ultrapassar muito o seu limite, ainda mais sem a fiscalização necessária para coibir o abuso. “A terceirização do transporte precariza muito o trabalho. Não há fiscalização. Motoristas trabalham muito mais do que o necessário e colocam vidas em risco”, completou a debatedora.

Na parte da tarde, será discutida a saúde e segurança dos motoristas.

10 de agosto de 2017