Como atividade de paralisação SINTET-UFU promove debate sobre a conjuntura nacional e HC-UFU

Por Guilherme Gonçalves

Aconteceu na tarde dessa quarta-feira (06) o debate sobre a conjuntura nacional promovido pelo SINTET-UFU. O evento aconteceu no anfiteatro do bloco 4K, Campus Umuarama da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e fez parte das atividades do Dia Nacional de Paralisação dos Técnicos-Administrativos em Educação da universidade.

A proposta do evento foi debater a conjuntura política nacional, mas buscou também discutir a situação do Hospital de Clínicas de Uberlândia e da Fundação de Assistência, Estudo e Pesquisa de Uberlândia (FAEPU). O debate contou com a participação da professora Jorgetânia Ferreira, presidente da Associação dos Docentes da UFU (ADUFU), de Luís Sérgio dos Santos, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Uberlândia e Araguari (SECUA), e de Cleiciane Wellihgta representante do Movimento Popular pela Reforma Agrária (MPRA) e do Coordenador Geral do SINTET-UFU, Robson Luiz Carneiro.

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Da esquerda para a direita, Cleiciane Wellihgta, Luís Sérgio dos Santos, Jorgetânia Ferreira e Robson Luiz Carneiro. (Imagem: Guilherme Gonçalves)

 

A primeira a fazer sua avaliação foi à professora Jorgetânia Ferreira que condenou o golpe a classe trabalhadora que o governo Dilma começou a dar e que o interino, Michel Temer quer aprovar. “Temos que lutar contra essa reforma previdenciária que o governo quer aprovar. Não é justo que o trabalhador e a trabalhadora que começam a trabalhar muito jovens demorem tanto para se aposentar”, disse.

A presidente da ADUFU, porém, não se ateve apenas a reforma da previdência. Ela pediu união de todos os trabalhadores e trabalhadoras para que a população brasileira não sofra ainda mais com os duros golpes. “Precisamos combater a agenda desse governo ilegítimo que precarizará ainda mais a saúde, a educação, os direitos dos trabalhadores e as lutas sociais”, finalizou a professora.

Em seguida foi à vez de Cleiciane Wellighta fazer suas explanações. Por ser ex-conselheira municipal de saúde, a representante do MPRA se concentrou na situação do Hospital de Clínicas de Uberlândia. “Fui conselheira municipal precisamos discutir muito a questão da saúde pública, principalmente em Uberlândia. Não há explicação para tanto dinheiro ser investido periodicamente no HC e ele ainda estar com déficit”, afirmou Wellighta.

Seguindo a linha de união entre os movimentos sociais e de classe, Cleiciane reforçou o coro para as novas lutas. “Está na hora dos movimentos sociais, entidades de classe e a juventude batalharem pelo nosso direito a saúde. Para mim a nossa próxima luta tem que ser na porta do HC. Temos que pedir auditoria e prestação de contas desse hospital, pois os únicos prejudicados somos nós”, completou.

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Movimento Popular pela Reforma Agrária (MPRA) marcou presença no debate (Imagem: Guilherme Gonçalves)

Dando prosseguimento ao evento, foi à vez do presidente do SECUA, Luiz Sérgio dos Santos avaliar a conjuntura política nacional. “Se achávamos que o governo anterior era ruim, o atual é péssimo, pois ele faz a luta patronal e retira nossos direitos”. Santos ainda reforçou o pedido de união e ainda pediu respeito às opiniões contrárias. “Precisamos respeitar a opinião um dos outros e nos unir nas lutas comuns a todos”, afirmou.

Para encerrar o debate o coordenador geral do SINTET-UFU, Robson Luiz Carneiro que falou tanto sobre a conjuntura política e a situação do HC-UFU. Sobre o cenário da política nacional Carneiro reforçou o posicionamento do sindicato em relação as ameaças aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. “O SINTET-UFU tem reforçado que independente de quem esteja no governo, à classe trabalhadora está ameaçada, principalmente por projetos como o PLP 257 e a PEC 241”, disse o coordenador.

Sobre o Hospital de Clínicas, Carneiro pediu que uma auditoria seja feita na administração do hospital. “Precisamos exigir sim auditoria de tudo o que acontece no HC. Muitos trabalhadores do próprio hospital não fazem ideia da situação dele e enquanto isso a população sofre”, finalizou.

Após o debate entre os componentes da mesa, foi aberta a análise de conjuntura para os participantes do evento.

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Trabalhadores de vários setores da universidade e da várias áreas também participaram (Imagem: Guilherme Gonçalves)

 

 

7 de julho de 2016